MINDFULNESS (Tradução: Atenção Plena) 


 
Mindfulness pode ser entendido como um estado mental baseado na experiência do agora, com uma inclinação para a construção de uma consciência aberta e não-julgadora, baseada nas técnicas de respiração (meditação).

A eficácia das intervenções baseadas em Mindfulness para a promoção da saúde têm sido estudada em diversos grupos e populações, incluindo pessoas com diagnósticos de câncer, ansiedade, depressão, dor crônica, cardiopatias e outros transtornos relacionados ao “estresse”.

Entenda do que se trata: 

O conceito de Mindfulness é mais amplo do que parece, a prática desse estado mental possibilita a mente a fazer escolhas mais conscientes, sem reagir de forma automática (piloto automático) criando uma dimensão de “curiosidade gentil e compaixão” sobre si mesmo, seja em situações cotidianas ou conflituosas.

Podemos considerar Mindfulness um estado mental presente da consciência. 

Sua prática trabalha pontos como:  

  • Aceitar a experiência ao invés de reagir a ela;
  • Observar o quanto de energia é gasto em soluções de problemas que não existem além da nossa imaginação;
  • Trabalha a prática de voltar à experiência real, reduzindo muito os níveis de cortisol e impulsos advindos dele; 
  • Outra experiência é a percepção de como surgem os pensamentos e seus padrões neuróticos... muitas vezes até catastróficos;
  • Habilidades de como aprender a estar consciente das experiências desagradáveis e difíceis sem permitir que disparem nossos “gatilhos estressores" também são treinados. 

A prática está essencialmente voltada a autocompaixão e faz toda a diferença quando estudamos a sua essência.  


Esse conceito pode ser confundido com autoestima, porém há estudos que mostram exatamente o contrário, já que a sociedade ocidental entende a autoestima como sendo “melhor” que a média.


Essa visão pode ser muito prejudicial dependendo dos níveis de auto exigência do mundo moderno.


É o que explica Kristin quando enfatiza a diferença: “Que logo que nossos sentimentos de superioridade escorregam — como inevitavelmente acontece — nosso senso de dignidade cai. Nós balançamos descontroladamente como em uma montanha russa emocional, cujo resultado final é, muitas vezes, insegurança, ansiedade e depressão. Através do desenvolvimento da autocompaixão ao invés da autoestima, dessa forma, se estivermos no topo do mundo ou no fundo do poço, podemos desenvolver tudo com um sentido, uma bondade, conectividade e equilíbrio emocional. (Neff, K. 2003)”.


Os resultados dos estudos levados a cabo por Neff e colaboradores mostraram uma relação significativa positiva entre a autocompaixão e a saúde psicológica, mais concretamente com a satisfação com a vida. 

A amplitude dessa prática é bastante animadora quando se pensa em promoção da saúde num momento em que a depressão é tida como a doença mais incapacitante pela OMS até 2025. 


REFERÊNCIAS: 

Neff, K. D. (2003). Self-compassion: An alternative conceptualization of a healthy attitude toward oneself. Self and Identity, 2, 85-102.  
Neff, K. D. (2003). The development and validation of a scale to measure self-compassion. Self and Identity, 2, 223-250.
Gilbert, P., & Procter, S. (2006). Compassionate mind training for people with high shame and self-criticism: Overview and pilot study of a group therapy approach. 
Clinical Psychology and Psychotherapy, 13, 353-379.


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